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A conquista da serenidade / Web Rádio Vida Espírita - Andradina/SP
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06/03/2016 [09h02] | Momento Espirita

A conquista da serenidade

A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.
A conquista da serenidade
Um dia amanhece glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.

Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade?

A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?

Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.

Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade.

 E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.

 Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?

 A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.

 Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.

 Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: "Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço". O mesmo acontece em nossa vida.

 E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação.

 A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.

 E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.

 Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.

 Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranquiliza-se a mente.

 O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.

 É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.

 Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz.

 * * *

 A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.

 Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.

 (Redação do Momento Espírita, e pensamentos do verbete Serenidade, do livro Repositório de sabedoria, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.)

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FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER - 06/03/2016

Fonte: ADDE

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RECADOS

  • DIVA ZENAIDE CAPPI DE CAMPOS | Campo Grande - MS

    Gostei muito do trabalho de divulgação da doutrina, lindo fundo musical. Nasci em Andradina em berço espírita. Parabéns.

    13/02/2019 às 16h56

  • Camilla Dutra | Campinas - SP

    Gostaria de saber qual a formação da Dra. Anete. Mesmo que não concluída.

    06/11/2018 às 17h59

  • Goreti Frey | Jaguarão - RS

    Amei essa rádio, é tudo de bom

    31/07/2018 às 18h49

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