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As linhas de uma flor / Web Rádio Vida Espírita - Andradina/SP
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17/11/2018 [06h30] | Reflexões

As linhas de uma flor

As linhas de uma flor

Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.


Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direção, outras noutras. Umas mais carregadas, outras mais leves. Umas mais fáceis, outras mais custosas.

A criança colocou tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.

Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor! As pessoas não acham parecidas essas linhas com as de uma flor!

Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor. E a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.

Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

*   *   *

O belo texto de Almada Negreiros, poeta e artista plástico português, pode nos levar a várias reflexões.

A primeira nos leva pelos caminhos de Antoine de Saint-Exupéry e seu principezinho encantador, quando nos mostra a dificuldade que a alma adulta tem para compreender o mundo infantil (como se nunca tivesse transitado pela infância).

O aviador de Saint-Exupéry, quando criança, não conseguia ser compreendido em seus desenhos mirabolantes. Eram complexos demais para os adultos...

Outra nuance do poeminha nos leva a pensar sobre as potências de nossa alma e de como temos, dentro de nós, todas as linhas para desenhar o que bem desejarmos.

Os gérmens da perfeição, das virtudes da alma, estão todos conosco desde que fomos criados, buscando o tempo de serem desenvolvidos.

Assim como as linhas desenhadas pela criança, nos primeiros momentos nos parecem ininteligíveis, são os primeiros movimentos do ser humano rumo à felicidade.

Os traços vão se organizando com o tempo, com as encarnações, com os aprendizados, e nossa flor no papel vai ficando cada vez mais bela e mais próxima à figura original criada por Deus.

A perfeição da flor desenhada nunca chegará a ser a da florescência divina, pois o Espírito alcança apenas uma perfeição relativa.

Porém, será igualmente bela a flor desenhada pelo homem após as sucessivas experiências na carne.

*   *   *

Vivemos para organizar os traços de nossa intimidade, buscando dar-lhes aspectos harmônicos, inspirados e guiados pelas Leis Divinas.

A educação nunca foi um ato de colocar algo para dentro de nós, e sim de colocar para fora, desenvolvendo potencialidades.

A etimologia da palavra educação nos mostra os termos: ex, que significa para fora, seguido da expressão ducere, que se entende por guiar, conduzir, liderar.

Assim, educar é conduzir, guiar, retirar de dentro de nós algo que está lá, embrionário.

Olhemos para dentro, cuidemos de nós, invistamos nosso tempo na evolução espiritual e veremos esses traços bailando pelas telas do mundo produzindo grandes belezas.

Temos conosco os gérmens de todas as virtudes, de todas as flores de nossa alma.

Fonte: Texto com citação do texto A flor, do livro A invenção do dia claro, de José Sobral de Almada Negreiros, ed. Assirio & Alvim.

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RECADOS

  • Pierre Braga | Varginha - MG

    Ouça músicas espíritas; https://www.palcomp3.com/pierrebraga2018/discografia/musicas-espiritas/

    16/03/2019 às 12h17

  • DIVA ZENAIDE CAPPI DE CAMPOS | Campo Grande - MS

    Gostei muito do trabalho de divulgação da doutrina, lindo fundo musical. Nasci em Andradina em berço espírita. Parabéns.

    13/02/2019 às 16h56

  • Camilla Dutra | Campinas - SP

    Gostaria de saber qual a formação da Dra. Anete. Mesmo que não concluída.

    06/11/2018 às 17h59

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