Bom dia! Hoje é sábado, 30 de maio de 2020 | 07:48

As flores que Deus nos deu / Web Rádio Vida Espírita - Andradina/SP
Imprimir matéria

27/10/2019 [07h30] | Reflexões

As flores que Deus nos deu

As flores que Deus nos deu

Ao compor o nosso lar Terra, Deus o encheu de flores. Certamente para amenizar as dificuldades que temos que enfrentar por aqui.

Interessante que, em as observando, passamos a lhes conferir valores e as escolhemos como símbolos de afeição, sinceridade, amizade. Até de movimentos sociais.

Quando estão abertas, elas simbolizam a natureza em seu maior esplendor. Representam a glória e refletem tudo o que esteja ligado à beleza, à juventude, à paz, ao Espírito e à primavera.

Para os astecas e os maias, as flores possuíam uma simbologia sagrada e de perfeição.

Isso porque os jardins repletos de flores representavam não somente um ornamento, mas estavam associados aos deuses e à criação do Universo.

Por sua vez, nas passagens bíblicas elas surgem como símbolos da beleza, do amor.

Jesus se serve dos lírios e da erva do campo para falar da Providência Divina.

Nas culturas ocidentais, a flor-de-lis e o lírio simbolizam a pureza, a virgindade, a beleza e a renovação espiritual.

Em alguns momentos, flores se tornaram símbolos de momentos marcantes.

Os cravos, por exemplo, são conhecidos como as flores do recomeço.

No dia 25 de abril de 1974, aconteceu a Revolução dos Cravos, um marco para a democracia portuguesa, que deixava para trás um passado trágico, regido pela ditadura.

Os soldados colocaram cravos vermelhos na ponta das armas e assim, a flor ficou simbolizando a nova fase política daquele país.

Por sua vez, a camélia, favorita dos mandarins e monges chineses, foi imortalizada pelo famoso escritor Alexandre Dumas, em seu romance A dama das camélias.

Na História brasileira, conforme os escritores que descreveram as lutas abolicionistas, na segunda metade do século XIX, a camélia era símbolo do movimento.

A escolha dessa flor se deu porque havia, no Rio de Janeiro, um famoso quilombo no bairro do Leblon onde eram produzidas flores, especialmente camélias, que abasteciam a então capital do país.

Desde muito que a camélia, natural ou artificial, era um símbolo da ala radical do movimento, utilizada inclusive como senha para a identificação dos seus participantes.

Os que se envolviam mais perigosamente no movimento, apoiando fugas, criando esconderijos, usavam camélias.

Qualquer escravo que fugisse encontrava um protetor, identificando-o pela camélia que a mulher ostentava no decote e o homem na lapela.

A própria Princesa Isabel era vista, em público, com camélias no decote. O palácio imperial de Petrópolis, por sua iniciativa, teve seus jardins cobertos de cameleiras.

Em 13 de maio de 1888, no momento em que assinava a Lei Áurea, foram-lhe entregues dois buquês de camélias.

Um era artificial, em nome do movimento vitorioso.

O outro, de flores naturais, vindas do quilombo do Leblon, enviadas por gente do povo, que o abolicionista Rui Barbosa definiu como a mais mimosa das oferendas populares.

Flores, dádivas de Deus para alegrar e perfumar as nossas vidas.

Quem as pode contemplar sem se emocionar com a beleza, o aroma, as cores tão diversas, que falam da generosidade de um Deus Pai, Amoroso e Bom?

Fonte: Momento Espírita.

Comentários

Outras matérias

  • Reflexões

    Deus é quem cura

    Alguns homens, quando realizam grandes feitos, costumam encher-se de orgulho. Chegam a pensar que são infalíveis em sua atuação e creem que tudo podem. E isso nos recorda do grande mestre e criador da Homeopatia, Samuel Cristian Hahnemann. Uma postura d...
  • Momento Espirita

    Destinação Divina

    Narra-se que um caçador, em terras canadenses, surpreendeu certo dia um ninho de águias, construído em rocha alta, nas vizinhanças da cabana onde se abrigava, durante a temporada de caça. Resolveu tirar do ninho um dos filhotes e levá-lo consigo. A a...
  • Momento Espirita

    Os artistas que aplaudimos...

    A música é a mais elevada das artes.
  • Artigos

    Todos Estrangeiros

    Quando nos detemos nos escritos bíblicos, surpreendemo-nos com alguns ensinamentos válidos para todos os tempos. E nos encantamos em perceber como os homens compreendiam as intuições e as registravam para a posteridade. Encontramos, nos escritos do le...
  • Reflexões

    Dar amor

    O panorama do mundo, neste início do Terceiro Milênio, não é maravilhoso.

RECADOS

  • Divino Manoel de Deus | Andradina - SP

    "O maior benefício que se pode fazer à Doutrina Espîrita é a sua própria divulgação". Alla Kardec.

    14/12/2019 às 14h55

  • Edson Hiromi Itao | Andradina - SP

    uma aura de uma frequència espiritual boa

    22/09/2019 às 16h06

  • João Santucci | Andradina - SP

    "Se a porta não abre, simplesmente não é a porta certa, muito menos o caminho." O segredo.

    26/08/2019 às 21h52

Escrever recado

NOVIDADES

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

«« Web Rádio 'Vida Espírita' - Andradina/SP - Divulgando a doutrina espírita! »» Copyright © 2015 - 2020 »» Todos os Direitos Reservados. »»
0%
Streaming Local7 Sites